Os encantos da Serra Capixaba no Espírito Santo

A viagem que começou com cinco mulheres no topo do terceiro ponto mais alto do país (segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Pico da Bandeira, terminou comigo indo sozinha desbravar os encantos da Serra Capixaba.

 

Esta parte do Espírito Santo é composta por algumas rotas: do Mar e das Montanhas, dos Vales e do Café, da Costa e da Imigração, Caminhos do Imigrante, do Caparaó e Rota Imperial. Elas embelezam e são destaques em algumas cidades, como: Domingos Martins, Marechal Floriano, Vargem Alta, Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Alfredo Chaves, Alegre e Santa Teresa, entre outras.

 

Eu que já tinha me rendido às maravilhosas praias de Vila Velha, Guarapari, Vitória e Itaúnas, fui surpreendida novamente. Consolidei de vez o meu amor por esse estado do sudeste brasileiro bastante acessível, acolhedor e cheio de belezas naturais.

 

A saga teve início com uma ligação à locadora de veículos. Optei por pagar mais uma diária e fazer um bate e volta à região serrana. Tenho essa mania de dar uma esticadinha para aproveitar ao máximo cada minuto nos lugares. Tomei uma boa decisão, já que investi na passagem aérea (desembarquei no Aeroporto Internacional de Vitória – Eurico Aguiar Salles) e no combustível; não sei se voltarei ali tão cedo; e com toda certeza, porque a vida é agora. Compensou demais! Vocês vão concordar quando lerem a respeito dos três municípios deste post: Domingos Martins, Marechal Floriano e Alfredo Chaves.

 

Encantos da Serra Capixaba

Domingos Martins

Esta cidade possui traços marcantes na arquitetura e na culinária deixados de herança pelos imigrantes alemães e italianos.

Casa da Cultura e Museu Histórico

No espaço há fotografias, documentos, mobiliário colonial, quadros e objetos trazidos da Europa. Seu acervo conta ainda com cartas e lembranças da visita do Imperador Dom Pedro II ao estado. No local sempre acontecem exposições de temas variados. Ele também é ponto de informações turísticas.

 

Funcionamento: de terça a sexta-feira, das 8h às 17h; sábado, domingo e feriados, das 10h às 16h. Fechado para almoço das 12h às 13h.

Entrada: gratuita

Endereço: Avenida Presidente Vargas, n° 531 – Centro

Site: https://www.domingosmartins.es.gov.br/

E-mail: [email protected]

Telefone: (27) 3268-2550.

 

Agora, vou contar como fui parar em Domingos Martins. Saí bem cedo de Vila Velha, percorri uns 98 quilômetros pela BR-262 até o km 88, e avistei ainda na rodovia, uma de suas preciosidades, a bela Pedra Azul. Antes de me aproximar da imponente rocha, passei na Casa do Turista, inaugurada em 2014, para obter informações sobre a redondeza, além de tirar a clássica foto no letreiro.

 

Cruzei a Rota do Lagarto, uma estrada de paralelepípedos estreita e em boas condições, onde há restaurante, pousada, café e lojas. Para chegar na entrada do parque, dirigi por 8 km, observei atentamente o verde ao redor acompanhado de um clima agradável de montanha, um dos motivos que torna este cartão-postal muito procurado principalmente no inverno.

 

E o que dizer da principal atração? Gente, a Pedra Azul não é uma formação de gnaisse e de granito comum, ela é especial! Tem uma beleza tão exótica e diferente, parece ter sido pintada à mão (claro, a Divina). Sua coloração varia durante o dia de acordo com a incidência do sol. Em algumas épocas do ano, chega a ter outras tonalidades, como laranja e rosa. Quando a visitei, ela estava azulada.

 

Vista da Pedra Azul na Rota do Lagarto

 

Sempre majestosa, com seus 1822 metros de altitude, fica dentro do Parque Estadual da Pedra Azul, inaugurado em 2 de janeiro de 1991, que também abriga a Pedra das Flores e a do Lagarto. A área de 1.240 hectares, rodeada de fauna e flora da Mata Atlântica, possui trilhas autoguiadas (sem a necessidade do acompanhamento de um guia):

 

  • Circuito parcial: com aproximadamente 1 km, a trilha é circular (sem ida e volta pelo mesmo percurso). Durante o trajeto, os visitantes passam pela base da Pedra Azul, nos mirantes do Lagarto e do Forno Grande. O tempo estimado é de até 60 minutos.
  • Circuito completo: a distância total tem cerca de 3,5 km, e geralmente é percorrida em até 3 horas (dependendo de cada pessoa). Na trilha circular, além de passar por todos os mirantes, é possível conhecer as piscinas naturais, que são cavidades na rocha formadas pela ação da água.

Para visitar as piscinas, é preciso subir uma pequena parte íngreme de 90 metros com auxílio de um corrimão de corda. Fique tranquilo(a), pois a dificuldade é considerada fácil. O retorno é feito por outro caminho onde há um trecho de degraus de madeira fixos na pedra.

 

  • Escalada ao topo da Pedra Azul: por tratar-se de prática esportiva de escalada em rocha, é necessário ter experiência e uso de equipamentos de segurança. Caso você não os tenha, é recomendável contratar um guia especializado neste tipo de atividade.

O acesso ocorre de terça-feira a domingo, das 6h às 8h. Há um limite diário de 21 participantes, sendo três grupos de 7 pessoas.

O agendamento é realizado individualmente através do Portal de Agendamento do Governo do Estado: https://agenda.es.gov.br/servicos/iema

 

Importante: Antes de acessar as trilhas ou realizar a escalada, deve-se baixar, preencher e entregar no Parque o Termo de Responsabilidade e Conhecimento de Riscos.

 

Exploro com responsabilidade os locais que visito, porque sinto e vejo a natureza como um presente!

 

As regras do Parque Estadual Pedra Azul são:

Entrada: gratuita

Funcionamento: de terça a domingo
Limite diário: 150 pessoas.

Não é permitido entrar com animais domésticos e nem usar drone.

Acesso às trilhas: ocorre somente até as 14h.

Horários de entrada para agendamento:

  • Manhã: 8, 9, 10 e 11h
  • Tarde: 13h

As visitas são agendadas através do Portal de Agendamento do Governo do Estado: https://agenda.es.gov.br/servicos/iema

 

Atenção: Entrei no site https://iema.es.gov.br/PEPAZ em 04/12/2023 e vi a seguinte informação: “O Parque Estadual Pedra Azul está em obras para construção de sua nova sede, com previsão de término no final de 2024. Com isso, nosso espaço para recepção dos turistas está reduzido e estaremos recebendo apenas os visitantes agendados via o site Agenda ES. Agendamentos em grupos estão temporariamente suspensos. Contamos com a compreensão de todos. Estamos melhorando nossa infraestrutura para melhor recebê-los!”

 

Associação Turística de Pedra Azul e região – ATPA
Telefone: (27) 3248-0035 / 99873-0237
Site: www.pedraazul.com.br

E-mail: [email protected]

 

Leia também: 

https://vaviaje.com.br/dicas-para-iniciantes-em-trilhas-mulheres-no-topo/

 

Para saber um pouco mais sobre esta cidade, clique: https://www.es.gov.br/turismo/regiao-serrana

E-mail: [email protected]

 

Marechal Floriano: um dos encantos da Serra Capixaba 

Sabia que de vez em quando é bom nossa vida sair dos trilhos, literalmente? Vou te contar porquê.

Estava a caminho da Cachoeira de Matilde e de repente encontrei um pedacinho da Itália no Espírito Santo. Tamanha minha felicidade! Não hesitei, estacionei o carro rapidinho e visitei a encantadora Vila de Araguaia, em Marechal Floriano. Faço isso com frequência, curto demais conhecer localidades fora do roteiro. Você também é assim?

 

Enquanto tocava ao fundo uma trilha sonora do país da Europa que lembra uma bota, de prontidão, recebi as boas-vindas da simpática Angelita, que me apresentou particularidades da Vila. Com cerca de 17 mil habitantes, o distrito possui o maior acervo da imigração italiana em território capixaba. São mais de 500 peças expostas no Centro Cultural Ezequiel Ronchi. Antes de tornar-se museu, foi o primeiro prédio do governo do estado destinado ao ensino público.

 

Centro abriga peças da imigração italiana

 

Do outro lado da linha férrea, fica a graciosa Casa do Nono, inaugurada em 2014, foi idealizada por Angelo Uliana. Feita de estuque (barro e madeira) é uma réplica da moradia dos primeiros imigrantes que chegaram à região. Os moradores se encontram lá para jogarem conversa fora e cartas de baralho. É uma belezinha, fiquei com vontade de trazê-la para alguma praça de São Paulo.

 

Na Estação Ferroviária de Araguaia, eles comercializam artesanato e produtos do agroturismo. Colaboradores produzem e vendem tapetes, camisetas, bolsas, bijouterias, souvenirs, entre outros itens. Como muitas pessoas sobrevivem do comércio local, é importante valorizarmos e prestigiarmos o trabalho de artesãos, a gastronomia regional, a experiência de guias e de empresas de turismo especializadas; desde que os preços sejam justos, claro.

 

Ao vivermos lindos momentos durante nossas viagens, podemos fomentar a economia ao mesmo tempo em que desbravamos, com consciência, o Brasil e o mundo.

 

Ah, ao pesquisar sobre Marechal Floriano, descobri que também é conhecida como a “Cidade das Orquídeas”, por causa da grande quantidade de espécies, algumas raras, existentes na região. Seguem dicas de dois orquidários:

 

  • Orquidário Nêgo Plantas

Endereço: Avenida Arthur Haese, nº 1092.

Aberto todos os dias, inclusive nos feriados.

Horário: das 8 às 17h.

Telefone: (27) 99961-3403.

 

  • Orquidário Tesch

Fica no Sítio das Orquídeas, em Santa Maria.

Para chegar lá, vá pela BR-262 até o km 58,5.

No Posto do Café, dirija mais 3km.

Atende com hora marcada. Entre em contato pelo WhatsApp: (27) 99942-3523.

 

Mais informações sobre outros pontos turísticos podem ser obtidas na Secretaria de Turismo de Marechal Floriano.

Telefone: (27) 3288-1419.

E-mail: [email protected].

 

Alfredo Chaves 

O município que fica aproximadamente 90 km de Vitória, orgulha-se de ter uma das melhores rampas de asa delta do Brasil. Assim como excelente destino de aventura, Alfredo Chaves destaca-se também pelas belas paisagens e rotas turísticas rurais.

 

Infelizmente, tive poucas horas e não consegui fazer uma imersão como gostaria, no melhor estilo “Dora Aventureira”. Visitei rapidamente apenas três lugares: o Mirante de Matilde, a Cachoeira de Matilde e a Cachoeira Vovó Lúcia.

 

Mirante de Matilde 

A entrada de tijolinhos da escada que nos leva à Cachoeira de Matilde nem de longe é um acesso qualquer. Olhar seu arco lateral é avistar um mirante deslumbrante de morros verdes. Este ponto de observação além de ser um contorno peculiar, rende ótimas fotografias.

 

A minha percepção ao vê-la foi a de que quando o homem e o meio ambiente se entrelaçam e tornam-se um, o resultado desse encontro é perfeito! Neste momento, não há dúvida do que é mais reluzente, do que ou de quem esbanja maior graciosidade, porque simplesmente gente e natureza se completam.

Mirante de Matilde, em Alfredo Chaves
Mirante de Matilde

Entrada: gratuita

Endereço: Rua Orlindo Donadello.

 

Cachoeira de Matilde (Cachoeira Engenheiro Reeve)

Fazer pesquisas em sites, blogs, revistas ou nas redes sociais a respeito da cidade a ser visitada é fundamental para aproveitar bastante a viagem e evitar possíveis perrengues. Contratar uma agência ou consultores de turismo e guias também é uma boa opção.

 

Agora, bater um papo com os nativos no botequim da esquina, na mercearia, na fazenda, na porta da igreja, na pracinha perto do coreto, faz uma grande diferença que enriquece a caminhada, principalmente, pelo presente de fazer novas amizades. A maioria dos moradores costuma dar dicas preciosas. Eu soube da Cachoeira de Matilde e da Pedra Azul, graças a um casal de amigos, a Lorena e o Bira, que gentilmente me receberam na casa deles em Vila Velha, indicaram lugares e me incentivaram a conhecê-los.

 

Como falei anteriormente, antes de ficar diante da lindíssima queda d’ água de 65 metros, passei pelo mirante que leva o mesmo nome, Matilde. Apesar de não ser permitida a entrada na cachoeira neste acesso, vale a pena contemplar mais um dos encantos da serra capixaba ao som dos pássaros com muitas borboletas ao redor. Perfeita harmonia de cores e boas vibrações!

 

Algumas empresas levam aventureiros para fazerem rapel de 50 metros ao lado da queda d’água, sendo que a maior parte da descida é feita sem contato com a pedra (negativo).

 

Entrada: gratuita

O estacionamento é gratuito, e fica em frente a atração, mas tem poucas vagas.

 

Cachoeira de Matilde

Se vocês percorrerem mais 1 km, vão encontrar a Estação Ferroviária de Mathilde (escrita assim mesmo), e construída no início do século XX para ligar Cachoeiro de Itapemirim à capital Vitória. O prédio foi restaurado recentemente e funciona como um espaço cultural.

 

Ao seguir pelos trilhos, por uma trilha leve de 1,5 km, o visitante encontra o Túnel de Matilde, com seus 65 degraus cobertos pela água, escuro e cheios de morcegos. Como fui sozinha, no entardecer, nem se me pagassem teria coragem de entrar nele e sair do outro lado. Fica para próxima. Então, caso encarem a empreitada, levem uma lanterna e calcem um tênis para não escorregar.

 

Cachoeira Vovó Lúcia

É fácil chegar neste atrativo. Fica a 16 km do centro de Alfredo Chaves e a apenas 8 km da queda d’ água de Matilde. A ruazinha de terra é boa, mas dirija com cuidado, pois, um boi surgiu no caminho e me acompanhou em grande parte do trajeto.

 

A Cachoeira Vovó Lúcia fica dentro de uma propriedade particular, e não há cobrança de taxa para visitá-la. Achei interessante que é possível esticar a canga na areia e tomar sol, é como se fosse uma praia de cachoeira. Além disso, há um beiral que a emoldura e faz lembrar uma piscina, ótimo para as crianças se divertirem com segurança.

 

Cachoeira Vovó Lúcia

 

Não é permitido entrar com alimento e bebida e nem fazer churrasco, mas fique tranquilo, eles têm serviço de bar completo. Era fim de tarde e estava fechado quando cheguei, por isso, não sei dizer os valores dos pratos. O local tem área para camping e rapel em uma queda mais alta.

 

Reserva do camping e rapel: (27) 99791-8453

Pagamento: Dinheiro, PIX, PicPay

Telefone: (27) 99791-8453

Instagram: @cachoeiravovolucia

 

Para saber sobre a história, cultura e atrativos, navegue no site: www.es.gov.br/turismo/regiao-serrana

 

Fica aqui minha indicação de um estado que demorei um pouco para conhecer, e que se soubesse ser tão deslumbrante, teria feito a visita antes. Apreciem as praias, experimentem a culinária, admirem a natureza em sua plenitude e entreguem-se aos encantos da Serra Capixaba.

 

 

 

Sou paulistana, vejo no mundo um quintal, aprendo e vivencio cada vez mais a brasilidade. Jornalista, apresentadora e viajante, decidi unir a formação em Comunicação a minha paixão por experiências em viagem, e compartilhar conteúdo que conecte pessoas, sonhos e muitas histórias. Assim como eu, deseja conhecer vários lugares? Então, inspire-se: Vá, Viaje!
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16 comentários em “Os encantos da Serra Capixaba no Espírito Santo

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